Quem tem Hérnia?
Quem tem Hérnia?

Quem tem Hérnia?

As Hérnias Abdominais
Por Dr. Amin Milad Waked – Julho 2017

Hérnias se caracterizam pela ruptura dos tecidos que contem os órgãos ou outra estrutura do corpo humano provocando uma fraqueza no local.

As hérnias podem ser de vários tipos, todavia, nos atemos as mais frequentes, ou seja , as que acometem `a parede abdominal.

O abdômen contem a maioria de nossos órgãos e sua parede é composta por músculos, aponeurose ( tecido fibroso) , gordura e pele. Sua função é de suma importância no equilíbrio do corpo se contrapondo as forças musculares das costas, como também exerce papel importante para as funções de evacuar, urinar e outras como a realização de exercícios, onde o abdômen é sempre exigido mesmo que não percebamos. Quando esta parede é afetada pelo aparecimento das hérnias, tudo isso fica comprometido.

As hérnias podem ser congênitas ou adquiridas e facilmente percebidas pelo próprio paciente ou pessoa mais próxima porque trazem deformidades visíveis. Seus sintomas vão desde desconforto, ardência , dor e, até mesmo a necessidade de internação hospitalar de urgência no caso de encarceramento ou estrangulamento, quando o intestino fica preso dentro do saco herniário.

No mundo é a doença que mais necessita de cirurgia. São muitos os pacientes que devido a hérnia são afastados das atividades profissionais acarretando um forte impacto econômico.

No abdômen as hérnias podem ser:

  • Inguinais (junto a virilha)
  • Femorais ( também na virilha frequentemente confundida com as inguinais)
  • Umbilicais ( no umbigo)
  • Epigástricas ( na linha média acima do umbigo)
  • Incisionais ( após as cirurgias)

O tratamento pode ser conservador como o uso de cintas e fundas, em raros casos em que as condições clínicas do paciente não permitem a cirurgia.

O tratamento definitivo é o cirúrgico. Consiste em um fechamento do defeito herniário , e hoje devido a excelente qualidade do material prostético, e uso da tela na maioria dos casos, acarreta uma diminuição significativa da recidiva da doença.

A cirurgia poderá ser feita de forma convencional, sob anestesia local, raquianestesia ou geral, por videolaparoscopia e mais recentemente por robótica.